sábado, 19 de maio de 2018

Temos nosso próprio tempo

A Exposição “Temos nosso próprio tempo” está na Casa de Cultura do Guará até o dia 14/jun e apresenta um vasto acervo de Discos, CDs, panfletos, zones e outros itens sobre o rock de Brasília. E entre os itens expostos está uma revista em quadrinhos com a adaptação de um clipe da Plebe Rude. Olha aí quem é!


E olha que o Dinâmico R exposto nem foi cedido por mim. O que pude contribuir para a exposição foram com alguns CDs raros de bandas locais e dois discos de vinil, um da banda Sepultura e este do Little Quail and the mad Birds autografado.


Vida longa ao rock de Brasília! 🤟🏽

sexta-feira, 30 de março de 2018

Campanha de financiamento coletivo.

Dia 29 de março, completaram-se 18 anos do lançamento do primeiro livro do Dinâmico R. E agora eu quero lançar o terceiro e conto com a ajuda de todos.

Acessem o link clicando na imagem abaixo e colaborem com a campanha de financiamento coletivo para fechar a trilogia do herói de capa, máscara e... boné!


sábado, 23 de dezembro de 2017

Tombamento x grades


O Conselho Regional de Cultura do Cruzeiro vem apoiar a questão das grades do Cruzeiro Novo, mas propõe uma reflexão que chamou nossa atenção.
A decisão do STF se baseia no tombamento de Brasília, o que tem levado alguns moradores em redes sociais a sugerir que o Cruzeiro deixe de ser área tombada. 
Consideramos tal proposta um erro e entendemos que o Cruzeiro é parte importante na área tombada como Patrimônio cultural da Humanidade.
A discussão em torno das grades ocorre em razão da segurança, sem prejuízo do tombamento histórico. O fato do Cruzeiro ter hoje seus pilotis cercados, diferente do que ocorre na Asa Sul e Asa Norte, é por serem as quadras diferentes. Nossos blocos residenciais são rentes às ruas. Não temos Superquadras, com os jardins, a área de circulação de pedestres e um traçado de ruas internas que obrigam os veículos a desacelerar.
Saímos de nossa portaria e já estamos em frente à rua. Quando o Cruzeiro Novo foi construído, não havia previsão para a quantidade de carros que temos hoje. As grades no Cruzeiro Novo se justificaram pelas próprias condições urbanas da cidade.
O Cruzeiro, contudo, faz parte de um contexto maior. Faz parte da capital federal, do plano piloto concebido por Lúcio Costa, que foi consagrado mundialmente como um exemplo de arquitetura e urbanismo. De qualidade de vida.
O Cruzeiro é diferente das Asas Sul e Norte, mas é parte desta cidade. Seu tombamento se justifica pelos fatores históricos que lhe deram origem. Mas é preciso reconhecer que diferenças existem.
A população só instalou as grades quando uma lei autorizou. O fato desta lei ter caído e ferir o tombamento não muda o fato das grades serem uma realidade necessária.
Mais do que proteger as propriedades, protege pessoas que ficam embaixo dos blocos e podem estar sujeitas a acidentes. Crianças brincam embaixo do bloco e ficam menos expostas.
O tombamento por outro lado não deve ser visto como um fardo. Representa proteger a cidade da especulação imobiliária, preservando características como o gabarito de 4 andares e o não aumento da densidade populacional que já é bastante alta.
A busca por uma solução precisa ser conciliatória, atendendo à segurança, mas também preservando um título que é referência mundial. O Cruzeiro não pode fazer tal opção, a qual nem é viável. O Estado precisa assumir seu papel em garantir a nossa segurança e evitar uma vergonha mundial que seria abrir mão de tão importante honraria.

Rafael Fernandes de Souza é vice-presidente do
Conselho Regional de Cultura do Cruzeiro

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Catálogo disponível para web


O Catálogo do acervo da Casa da Memória do Cruzeiro está disponível para download em versão web na plataforma ISSUU. Basta clicar na imagem acima para acessar o arquivo e ter acesso ao seu conteúdo completo.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

58 anos do Cruzeiro-DF


Hoje é mais um 30 de novembro, aniversário de nosso Cruzeiro. Mas nem sempre foi assim. Até os seus 28 anos, não havia tal comemoração. O Cruzeiro era parte do Plano Piloto sem receber o mesmo tratamento por parte do governo. Não era cidade-satélite de fato, e esta ambiguidade levava a um certo descaso por parte das autoridades. Foi pensando nisso que um grupo de moradores, integrantes do departamento cultural da ARUC começou uma pesquisa em arquivos, como o CEDOC do Correio Braziliense e a Novacap, para identificar a data de fundação do Cruzeiro. E se descobriu que a cidade que começou a ser construída em 1958, recebeu os primeiros moradores em 1959. Famílias que vieram para construção por aqui já moravam em habitações provisórias, das quais estava a família de Chico Bombeiro ainda hoje na cidade, mas ao receber a primeira casa de alvenaria, a família de Dona Ivoone ficou com a incumbência de receber os novos moradores. Esta informação foi repassada ao GDF com um dossiê, e em 1987 o então governador José Aparecido assinava o decreto que oficializava 30 de novembro de 1959 como aniversário do Cruzeiro. A partir de então, todos os anos foram não só de comemoração, mas de maior atenção para a nossa região, e o Cruzeiro aos poucos foi recebendo melhor infraestrutura. Uma cidade praticamente pronta, mas que precisa de constante manutenção. Hoje é dia de celebrar nossa história. E isto graças ao trabalho de Helio do Santos, Ismael, José César, Wallemberg, Irineu, Maurício e Cláudio Moreno. São 30 anos de comemorações nesta data.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Catálogo do acervo da CMC

O projeto do Catálogo do acervo pelo FAC se concluiu nesta semana com o lançamento da publicação. O material será distribuído nas escolas, na biblioteca pública e na Feira Literária do Cruzeiro que ocorre na Feira até domingo. Mas esta foi só uma etapa. Foram 7.568 fotos e não acabou. A riqueza do acervo é tão grande que continuaremos em breve com o projeto, tão logo seja possível. Vamos descansar um pouco depois de um ano e meio separando, identificando, digitalizando. Quero agradecer muito à nossa dedicada equipe, formada por Claudelis, Deuzani Candido Noleto, Cecília Martini Guilam, Luiz Borges Neto, Mauro Rocha, Jader e Fábio.


E dizer que tudo foi possível graças à “loucura” em reunir fotos e jornais por mais de 40 anos, que só um apaixonado pela ARUC e o Cruzeiro como o Helio Tremendani seria capaz. Coordenar este projeto, foi para mim, enquanto professor de História nascido e criado no Cruzeiro, uma honra.


E um privilégio de ter o Helio como amigo, mas também como um mentor, pois além de botafoguense, é um cruzeirense dos mais importantes. Se nesta semana comemoramos o aniversário do Cruzeiro, é por ele e outros abnegados terem feito o levantamento da data de fundação quando ninguém sabia qual era, trinta anos atrás. Nossa história é riquíssima, e agora está mais acessível a todos. Em breve o site www.casamemoriacruzeiro.org.br estará devidamente abastecido com todo o acervo que remete a estes 58 anos do antigo Bairro do Gavião.