sexta-feira, 30 de março de 2018

Campanha de financiamento coletivo.

Dia 29 de março, completaram-se 18 anos do lançamento do primeiro livro do Dinâmico R. E agora eu quero lançar o terceiro e conto com a ajuda de todos.

Acessem o link clicando na imagem abaixo e colaborem com a campanha de financiamento coletivo para fechar a trilogia do herói de capa, máscara e... boné!


sábado, 23 de dezembro de 2017

Tombamento x grades


O Conselho Regional de Cultura do Cruzeiro vem apoiar a questão das grades do Cruzeiro Novo, mas propõe uma reflexão que chamou nossa atenção.
A decisão do STF se baseia no tombamento de Brasília, o que tem levado alguns moradores em redes sociais a sugerir que o Cruzeiro deixe de ser área tombada. 
Consideramos tal proposta um erro e entendemos que o Cruzeiro é parte importante na área tombada como Patrimônio cultural da Humanidade.
A discussão em torno das grades ocorre em razão da segurança, sem prejuízo do tombamento histórico. O fato do Cruzeiro ter hoje seus pilotis cercados, diferente do que ocorre na Asa Sul e Asa Norte, é por serem as quadras diferentes. Nossos blocos residenciais são rentes às ruas. Não temos Superquadras, com os jardins, a área de circulação de pedestres e um traçado de ruas internas que obrigam os veículos a desacelerar.
Saímos de nossa portaria e já estamos em frente à rua. Quando o Cruzeiro Novo foi construído, não havia previsão para a quantidade de carros que temos hoje. As grades no Cruzeiro Novo se justificaram pelas próprias condições urbanas da cidade.
O Cruzeiro, contudo, faz parte de um contexto maior. Faz parte da capital federal, do plano piloto concebido por Lúcio Costa, que foi consagrado mundialmente como um exemplo de arquitetura e urbanismo. De qualidade de vida.
O Cruzeiro é diferente das Asas Sul e Norte, mas é parte desta cidade. Seu tombamento se justifica pelos fatores históricos que lhe deram origem. Mas é preciso reconhecer que diferenças existem.
A população só instalou as grades quando uma lei autorizou. O fato desta lei ter caído e ferir o tombamento não muda o fato das grades serem uma realidade necessária.
Mais do que proteger as propriedades, protege pessoas que ficam embaixo dos blocos e podem estar sujeitas a acidentes. Crianças brincam embaixo do bloco e ficam menos expostas.
O tombamento por outro lado não deve ser visto como um fardo. Representa proteger a cidade da especulação imobiliária, preservando características como o gabarito de 4 andares e o não aumento da densidade populacional que já é bastante alta.
A busca por uma solução precisa ser conciliatória, atendendo à segurança, mas também preservando um título que é referência mundial. O Cruzeiro não pode fazer tal opção, a qual nem é viável. O Estado precisa assumir seu papel em garantir a nossa segurança e evitar uma vergonha mundial que seria abrir mão de tão importante honraria.

Rafael Fernandes de Souza é vice-presidente do
Conselho Regional de Cultura do Cruzeiro

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Catálogo disponível para web


O Catálogo do acervo da Casa da Memória do Cruzeiro está disponível para download em versão web na plataforma ISSUU. Basta clicar na imagem acima para acessar o arquivo e ter acesso ao seu conteúdo completo.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

58 anos do Cruzeiro-DF


Hoje é mais um 30 de novembro, aniversário de nosso Cruzeiro. Mas nem sempre foi assim. Até os seus 28 anos, não havia tal comemoração. O Cruzeiro era parte do Plano Piloto sem receber o mesmo tratamento por parte do governo. Não era cidade-satélite de fato, e esta ambiguidade levava a um certo descaso por parte das autoridades. Foi pensando nisso que um grupo de moradores, integrantes do departamento cultural da ARUC começou uma pesquisa em arquivos, como o CEDOC do Correio Braziliense e a Novacap, para identificar a data de fundação do Cruzeiro. E se descobriu que a cidade que começou a ser construída em 1958, recebeu os primeiros moradores em 1959. Famílias que vieram para construção por aqui já moravam em habitações provisórias, das quais estava a família de Chico Bombeiro ainda hoje na cidade, mas ao receber a primeira casa de alvenaria, a família de Dona Ivoone ficou com a incumbência de receber os novos moradores. Esta informação foi repassada ao GDF com um dossiê, e em 1987 o então governador José Aparecido assinava o decreto que oficializava 30 de novembro de 1959 como aniversário do Cruzeiro. A partir de então, todos os anos foram não só de comemoração, mas de maior atenção para a nossa região, e o Cruzeiro aos poucos foi recebendo melhor infraestrutura. Uma cidade praticamente pronta, mas que precisa de constante manutenção. Hoje é dia de celebrar nossa história. E isto graças ao trabalho de Helio do Santos, Ismael, José César, Wallemberg, Irineu, Maurício e Cláudio Moreno. São 30 anos de comemorações nesta data.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Catálogo do acervo da CMC

O projeto do Catálogo do acervo pelo FAC se concluiu nesta semana com o lançamento da publicação. O material será distribuído nas escolas, na biblioteca pública e na Feira Literária do Cruzeiro que ocorre na Feira até domingo. Mas esta foi só uma etapa. Foram 7.568 fotos e não acabou. A riqueza do acervo é tão grande que continuaremos em breve com o projeto, tão logo seja possível. Vamos descansar um pouco depois de um ano e meio separando, identificando, digitalizando. Quero agradecer muito à nossa dedicada equipe, formada por Claudelis, Deuzani Candido Noleto, Cecília Martini Guilam, Luiz Borges Neto, Mauro Rocha, Jader e Fábio.


E dizer que tudo foi possível graças à “loucura” em reunir fotos e jornais por mais de 40 anos, que só um apaixonado pela ARUC e o Cruzeiro como o Helio Tremendani seria capaz. Coordenar este projeto, foi para mim, enquanto professor de História nascido e criado no Cruzeiro, uma honra.


E um privilégio de ter o Helio como amigo, mas também como um mentor, pois além de botafoguense, é um cruzeirense dos mais importantes. Se nesta semana comemoramos o aniversário do Cruzeiro, é por ele e outros abnegados terem feito o levantamento da data de fundação quando ninguém sabia qual era, trinta anos atrás. Nossa história é riquíssima, e agora está mais acessível a todos. Em breve o site www.casamemoriacruzeiro.org.br estará devidamente abastecido com todo o acervo que remete a estes 58 anos do antigo Bairro do Gavião.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Entrevista com Rafael Fernandes, por Luiz Neto


Olá, humanos, Inteligências artificiais e demais seres sencientes! Essa semana temos uma entrevista sensacional com Rafael Fernandes, um quadrinista, historiador e escritor de Brasília, minha terra natal. Eis aqui as perguntas:

1-) Dinâmico Erre já tem mais de 30 anos. Depois de todo esse tempo, você diria que o personagem deixou uma marca na identidade brasiliense?
Eu diria que o personagem ganhou um espaço importante e é reconhecido no meio, mas faltou um trabalho contínuo para deixar uma marca forte. Infelizmente não me dedico só a ele e nos últimos anos tenho dado atenção a outros projetos na área de História e memória, mas sempre que surge uma oportunidade o Dinâmico reaparece. A última foi em um projeto na Escola Classe 04 do Cruzeiro em uma ação pedagógica onde levamos o herói para o alto de um bloco do lado do colégio para delírio das crianças. Ganhamos vários fãs e futuros leitores!

2-) Ser um autor no Brasil já é um desafio. Você sente que a cor é mais um obstáculo na carreira do autor negro nacional? O que você acha sobre a representatividade negra nos quadrinhos?
Não dá para negar que o racismo exista e precisa ser combatido, mas eu não cheguei a sentir isso no meio. Percebo que as oportunidades para o quadrinho nacional são pequenas e só com muito trabalho e insistência se consegue algum espaço. Felizmente a questão étnica nos quadrinhos é positiva, com autores negros e histórias abordando o negro sendo publicadas e alcançando as pessoas de modo a proporcionar reflexões. É um lado social que a nona arte oferece muito bem.

3-) O que você acha sobre o ambiente de criação de quadrinhos em Brasília? Há espaço para gente nova? E o público leitor da capital, já tem o hábito de ler HQ’s ou isso é algo pelo qual ainda teremos que batalhar?
Os espaços são poucos e eu diria que menos até do que há dez ou vinte anos. A internet acabou facilitando com a publicação digital, mas os encontros e oficinas são bem mais raros. Com a 508 Sul (Espaço Renato Russo) fechado há tantos anos se perdeu um local de referência. Eu vivia por lá e conheci muita gente boa. Hoje ainda acontece alguns eventos e há trabalhos consistentes, mas a batalha segue árdua para todos. O que não pode é desistir.

4-) Você estará na I Feira de Afroempreendedores de Brasília? O que acha da iniciativa?

Estarei lá em alguns dias. O trabalho não permite estar o tempo todo, pois sou professor da rede pública, mas o tempo livre que eu tiver, estarei lá para interagir. Iniciativas assim precisam ser mais constantes. Temos público e temos autores com belos trabalhos a serem apresentados com certeza. Uma grande ideia de fato.


5-) Gostaria de deixar mais um recado para os leitores?

Para quem conhece e gosta do Dinâmico R, após tanto tempo sem material inédito, estou planejando retomar a história ano que vem. Espero que dê certo. É para o público em geral, prestigiem o artista local. Permitam-se conhecer o trabalho fora da grande mídia. As produções independentes oferecem muito material de qualidade. Forte abraço a todos!

Para encerrar, eu gostaria de agradecer ao autor por ter nos concedido essa entrevista excelente.