Este é um relato que vale muito a pena de registrar. Estou no Rio de Janeiro ao longo de todo o mês de maio para as aulas do Mestrado em Preservação do Patrimônio Cultural pelo IPHAN. E no último domingo fui ao Ginásio do Maracanãzinho para ver o jogo de basquete entre Brasília e o time local.
Eu sempre gostei de basquete. Não sou fanático como no futebol, mas gosto bastante. Já acompanhei muito a NBA, a própria Seleção brasileira e também o campeonato nacional. Naturalmente torcer pelo time de Brasília era o esperado, mas em paralelo com o Botafogo que supera divisas. Mas fui a muitos jogos do Brasília, especialmente no auge, quando teve os nomes de BSB Universo e Brasília/CEUB. Inclusive tenho a camisa desta época.
Estando no Rio, logo cogitei vir a este jogo. Partida importante dos play-offs, valendo vaga nas semi-finais e com o Brasília de volta à boa fase, agora com um Extraterrestre como símbolo no lugar do Lobo Guará. Sendo uma série melhor de cinco, o Brasília venceu a primeira em casa. As duas seguintes no Rio foram na sexta à noite quando não fui e o time perdeu. A terceira foi essa de domingo à tarde e eu estava lá.
A experiência já foi tensa na entrada. Estamos falando do time de vermelho e preto pelo qual nutro profundo ranço no futebol. E no basquete sempre houve uma grande rivalidade também com o time da capital. Chegando na revista, a segurança não quis deixar eu entrar com a bandeira do DF. Acabei deixando lá fora, mas minha camiseta já representa o quadradinho e lá fui eu. De torcida visitante só eu e outro candango morador do Rio. As outras pessoas eram parentes dos jogadores e éramos poucos mesmo. Ficamos bem perto da quadra, atrás de uma cesta.
O jogo começou com o time da casa vencendo os dois primeiros quartos, mas no terceiro os nossos ETs deram aula e viraram. Que jogão! E logo atrás da cesta estava a torcida do Brasília. Os mais animados éramos eu e um outro candango morador do Rio, mas como eu estava no nível mais perto da quadra, acabei sendo filmado como se fosse o torcedor solitário.
Eu já recebia mensagens no celular de amigos dizendo que me viram na transmissão do SporTV. Logo as imagens rodaram. Estava no Instagram da emissora e no dia seguinte, teve esta matéria do Globo Esporte DF. A marca dos 15 minutos de fama já foi superada há algum tempo, mas é sempre legal de ver sua imagem em uma situação inusitada. O torcedor solitário segue firme.
Agora é fechar a série em casa. Esta verei pela TV pois ainda estarei pelo Rio, mas na próxima fase volto para casa e estarei no Nilson Nelson.






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