quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

17 de dezembro: um dia de alegria

Sou historiador e adoro celebrar datas históricas. Hoje é uma delas e de propósito misturei dois temas que tem tudo a ver comigo. Há 20 anos o Botafogo empatava com o Santos no Pacaembu e sagrava-se campeão brasileiro de 1995.


Foi um título emocionante. A equipe que tinha como referência o artilheiro Túlio Maravilha e craques como Sérgio Manoel, Donizete, Gottardo, Gonçalves, Wágner e outros feras foi um dos melhores times que já vi do Botafogo e conquistou aquele que é até hoje o título mais importante do clube da Estrela Solitária. Aquele 1995 foi um dos melhores anos da minha vida, pois além disso foi quando passei no vestibular para História e entraria para UnB no ano seguinte.


O tempo passou, eu comecei a publicar o Dinâmico R e dez anos após o título brasileiro eu tinha mais um projeto aprovado no FAC: Dýnamis Érrion 2. A continuação do primeiro livro. Qual data escolhi para o lançamento? Dezessete de dezembro! Claro! Um maneira inusitada de comemorar os dez anos daquele título foi lançar um livro do meu personagem. O que tem a ver? Para mim, "mais um ano de alegria!"

Data escolhida, o local foi uma livraria no Pátio Brasil Shopping. Lançamento de livro é sempre um momento bacana, para rever amigos, o pessoal que acompanha o trabalho. Era uma época muito produtiva com o Dinâmico Erre. Todo ano saía uma produção nova. Eu divulgava bastante nas escolas onde dava aula e a galera comparecia.

O lançamento da noite de 17/12/2005
Marcelo
Autografando um exemplar
Pinheirinho, o divulgador cultural que sempre dava uma grande força
Lília e Cabíria, alunas e leitoras do Dinâmico R
Junior, que no ano anterior tinha coestrelado o filme no Festival do Minuto
Meus pais sempre presentes
Professor Fábio
Depois do lançamento a tradição mandava irmos a uma pizzaria para encerrar a noite. Foi muito bacana aquele 17/12/2005. Eu não venderia muitos livros, mas esse nem era o mais importante. O momento era celebrar um trabalho feito e que tinha um público fiel.

Na pizzaria com Pinheirinho, Frajola, Fábio e mais algumas pessoas que não dá para ver...
Hoje passaram-se dez anos daquele lançamento. Por sinal foi a última incursão do herói pela literatura. Na sequência ainda teríamos mais uma peça teatral, um clipe e um gibi. Nada de novo foi feito desde então. Fico me cobrando se não está na hora de voltar a escrever algo. Tanto tempo depois, fiquei só na ideia de um terceiro livro. Nada mais adequado do que uma trilogia para contar toda a saga. Mas será que ainda tenho jeito para coisa?

O Dinâmico Erre sempre será algo importante na minha vida. Não esqueço o que foi feito na época, sinto saudades, mas ao mesmo tempo vejo que segui em frente. O blog está aí para recordar. Vamos ver. Quem sabe este novo livro ainda não é escrito?
Hoje celebro a data aqui em casa, tomando um 7up geladinho. O refrigerante que patrocinou o Botafogo em 1995 não é mais vendido no Brasil há anos, mas encontrei umas latinhas importadas no Terraço Shopping. Meio caro (R$ 8,00), mas adequado para celebrar este dia e assistir vídeos da conquista de 1995 e lembrar do livro de 2005.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Comic Con Experience: meus comentários

Depois de conhecer a maior convenção de quadrinhos do mundo, fui para esta que já é a maior convenção do Brasil mesmo estando apenas na sua segunda edição. Foi uma viagem corrida a São Paulo. O evento começou na quinta, e eu só pude chegar na sexta a tarde, afinal tenho que trabalhar né.
Cheguei tirando onda com minha camiseta da SDCC
Fui para conhecer o evento que perdi em 2014. Participei no sábado e domingo e realmente foi muito bom. Eu não podia deixar de comparar com San Diego, onde estive em julho, e salvando as devidas proporções foi muito legal. Vi coisas nos EUA que reencontrei em São Paulo, como os trajes de Superman V Batman, muita oferta de produtos exclusivos, cosplayers de montão. O Brasil merecia um evento deste porte. E como o dólar ainda está em alta, entendo que a CCXP tem tudo para se tornar uma tradição anual.
A versão de San Diego era real. Esta era só a fachada, mas neste eu consegui subir, então valeu!
Convenções deste tipo são um paraíso do consumismo, mas no bom sentido, de se encontrar coisas que quem gosta de quadrinhos, filmes e afins não vê sempre reunido. Até dá para achar muita coisa pela internet, mas o legal é ver, experimentar, tocar antes de resolver comprar uma figura de ação ou algo do tipo. Os valores não eram tão atrativos, mas dava para encarar.

Who can you gonna call?
A grande curtição para mim, sendo a mais barata inclusive, foi tirar fotos em cenários de filmes ou com cosplayers. Uma catarse coletiva ao ver personagens queridos andando por perto. As filas para os painéis seguem a linha de San Diego: espera interminável para 45 minutos sobre algo legal que eu procurei substituir com pesquisa minuciosa nos estandes e participar de brincadeiras como quiz, sorteios ou mesmo tirar muitas fotos. Não dá para não se divertir.
Orgulho, preconceito e zumbis
Momentos para esquecer dos problemas e voltar a ser criança. Pela primeira vez na vida entrei numa piscina de bolinhas no estande de "Procurando Dory" e não senti nenhum constrangimento, afinal eu nem era o mais velho a mergulhar ali. Despreocupação total. Pude curtir tanto histórias que conheci mais adulto como quando criança. De Snoopy a Turma da Mônica, vendo imagens que ativam nossa memória afetiva e fazem um bem danado para a mente e a alma.

Deitar como Snoopy sobre sua casinha. Quem nunca?
Mais do que comprar eu aproveitei muito os momentos de alegria inocente. Fiz amizades novas, conheci gente com gostos parecidos e isso é sempre muito bom. O cansaço de uma maratona dessas fica em segundo plano. Afinal para aproveitar o dia você entra quando abre (10h) e só saí perto de fechar (22h). Cansativo, mas muito compensador.
Snoopy, Charlie Brown e eu!
Não vi tudo, nem teria muito como. Mas minhas prioridades foram alcançadas. Conheci Kevin Maguire (Liga da Justiça), comprei boas HQs em oferta, tirei muitas fotos bacanas, vi novidades e relembrei bons momentos de San Diego. Não podia ser melhor. Voltei para casa muito satisfeito e vejo que a chance de voltar é grande. 

"You not shall pass"
Abaixo o álbum completo para que quiser ver mais por onde andei nestes dois dias de CCXP.

Comic Con XP (São Paulo)

Comic Con XP: domingo

Meu segundo dia no evento. Os melhores momentos foram:
Nunca é tarde para entrar na TARDIS do Doctor Who.
Com a Canário Negro.
Capitã América e Thorette.
Este é Kevin Maguire, o desenhista da Liga da Justiça cômica escrita por Keith Guiffen e JM DeMatteis. Ele autografou minha revista n• 1 de 1989!
Entre Super-Homem e o Batman.
Wilson Fisk, o Rei do Crime.
O anel amarelo do medo: Sinestro.
A grande surpresa: conhecei A Mônica! A autêntica filha de Maurício de Sousa!
Grande evento. Agora estou para embarcar. Depois comento o evento ao chegar a Brasília.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Comic Con XP: sábado

Cheguei ontem a São Paulo para mais uma Comic Con, a Experience de São Paulo. Fui cedo para o pavilhão. Depois conto mais detalhes. Por hora, alguns primeiros registros desta experiência.
Mais um sonho de criança realizado: entrar numa piscina de bolinhas, hahaha. Era o estande do filme da peixinha Dory.
A Netflix deu todo destaque a Jessica Jones, mas eu quis o registro mesmo com o Demolidor.
Não poderia faltar uma foto com Hal Jordan, o maior dos Lanternas Verdes.
Em meio a vários GI Joes. Em breve terei um post especial sobre este tema. Aguardem.
Darth Vader com fartura aqui. Neste quesito superou San Diego. Não dá para comparar tudo, mas vale algumas observações entre ambas Comic Cons.
Cheguei agora a pouco e vou descansar. Amanhã volto para o último dia e conto mais sobre o que vi. Até mais.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Cruzeiro 56 anos


Hoje, 30 de novembro, aniversário de 56 anos do Cruzeiro. Uma data especial para celebrar um lugar tão especial. Quando a equipe de Lúcio Costa traçou as primeiras linhas do que chamaram de Setor de Residências Econômicas Sul não imaginavam o que estavam criando. Não seria apenas mais um setor residencial. A chegada dos primeiros moradores vindos do Rio de Janeiro, mas com origens em todo o Brasil, para morar naquelas casinhas simples mas já de alvenaria, ou seja, para um lugar em definitivo, criaria um bairro no sentido mais comunitário, de vida social e integrada. Quem viveu o Cruzeiro nos seus primeiros anos sabe como era conviver com os vizinhos, interagir com as pessoas. Quem pensava que aqui seria apenas mais uma cidade-dormitório, se enganou. A falta de comércio e infra-estrutura do início fomentou um espírito de unidade e hoje, em condições muito melhores este espírito se mantém. A população mudou e aumentou, talvez tenha se perdido um pouco desse espírito em alguns blocos (de casas ou apartamentos), mas a essência está por aqui. Há o morador do Cruzeiro que compra ou aluga  e mora aqui como se morasse em qualquer outro lugar e há o CRUZEIRENSE, que vive a cidade, se envolve, acompanha os fatos e cuida com muito carinho. Este apego às coisas de sua cidade não é todo lugar que tem. No Cruzeiro não só tem como é muito forte. Um bairrismo saudável e característico de quem ama seu pedaço de chão. Parabéns ao Cruzeiro e todos os Cruzeirenses.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Bandeira do Cruzeiro (DF)





Vídeo mini-doc sobre o símbolo da cidade do Dinâmico Erre. Produção: Casa da Memória do Cruzeiro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Cruzeiro celebra aniversário de 56 anos

Bairro abriga servidores públicos como a professora Lygia Therezinha, primeira administradora da região. Festividades começam na semana que vem
Da Agência Brasília
18 de novembro de 2015 - 09:01

Começa em 25 de novembro, quarta-feira, a programação para celebrar os 56 anos do Cruzeiro. O primeiro evento é um desfile cívico das escolas públicas da região, das 8 às 11 horas, no Ginásio de Esportes, seguido de apresentações de dança e de ginástica rítmica.
Na quinta (26), ocorrerá um sarau em homenagem ao aniversário na Biblioteca Pública, das 19 às 22 horas. No dia seguinte (27), um baile será realizado no Centro Educacional 1 do Cruzeiro, das 19 às 23 horas.
O Ginásio de Esportes da região também será palco de uma festa com zumba e brinquedos infantis — como cama elástica — no sábado (28), das 16 horas à meia-noite. Exposição da Academia Cruzeirense de Letras, praça de alimentação, shows com artistas locais e feira de artesanato são outras atrações do evento. As festividades são organizadas pela administração regional em parceria com comerciantes locais.
No domingo (29), uma academia de ginástica do bairro promoverá uma corrida e uma caminhada. O evento é privado, e as inscrições serão cobradas. Elas podem ser feitas pelo site www.centraldacorrida.com.br até 27 de novembro. Mais informações pelo 3233-6728.
História
O Cruzeiro foi planejado a fim de abrigar servidores públicos transferidos do Rio de Janeiro para a nova capital do Brasil. Em 1958, tiveram início as primeiras construções de casas geminadas. "Essas residências eram brancas, ainda em ruas sem asfalto, no barro vermelho. As pessoas usavam apelidos para o local. Um deles era 'cemitério' porque as casas brancas vistas de longe no barro lembravam um monte de túmulos", conta o professor e historiador Rafael Fernandes de Souza.
O local também era chamado de Bairro do Gavião, por conta das aves vistas por lá. O nome Cruzeiro surgiu depois, pela proximidade com a Praça do Cruzeiro, no Plano Piloto, onde se celebrou a primeira missa de Brasília, em 3 de maio de 1957. "Quem trabalhava no centro, na Esplanada dos Ministérios, pegava um ônibus em que estava escrito 'Cruzeiro', em referência à praça; daí o nome pegou", relata Souza.
Oficialmente, a região foi fundada em 30 de novembro de 1959, mas só em 1989 ganhou a própria administração — antes era ligada ao Plano Piloto. É o que conta a primeira administradora regional do Cruzeiro, a professora Lygia Therezinha Barcellos Hogem, de 80 anos. Gaúcha, ela chegou à capital com o marido e os filhos em 1975. Na época, foi morar no Setor Militar Urbano, mas trabalhava em escolas públicas do Cruzeiro. Em 1981, mudou-se para o bairro. Sua gestão foi de janeiro de 1989 a janeiro de 1991. "Conseguimos pôr em prática a operação primavera, em que os próprios moradores ajudavam a limpar toda a região", recorda-se.
No fim da década de 1960, foi criado o Cruzeiro Novo. Diferentemente do Cruzeiro Velho (como passou a ser chamado), que só tem casas, este novo setor foi planejado apenas para prédios, inicialmente ocupados por funcionários do Executivo local, da iniciativa privada e das Forças Armadas. De acordo com a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios de 2014, da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), a população urbana estimada dos dois setores é de 32.446 habitantes.
Como chegar
Da Rodoviária do Plano Piloto ao Ginásio de Esportes do Cruzeiro, na quadra 609, são aproximadamente 9 quilômetros. As linhas de ônibus são operadas pela empresa Piracicabana. Alguns exemplos são 0.124, 0.150, 0.152, 152.2 e 152.5. Para saber mais horários e itinerários, acesse o sistema de busca do site do Transporte Urbano do DF (DFTrans).

Fotos: Toninho Tavares/Agência Brasília