segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Dez anos do Vídeo-Clipe

Foram três dias de gravação de cenas (20/out, 10/nov e 4/dez), a música gravada em estúdio (14/set), e por fim a edição que consumiu um dia quase todo. Em 28 de dezembro de 2002 o clipe era finalizado no apartamento do Tamyr Gonzales, contratado para filmar e editar todo o trabalho, no Cruzeiro Novo.
Foi uma primeira experiência, mas que marcou muito, pelo envolvimento dos amigos do Noigandres e NCV. O clipe não é um primor de profissionalismo, mas é uma marca de uma época saudosa, de produções amadoras feitas com muito coração. Um tempo que não volta mais, mas ficará sempre na lembrança. E que vale sempre rever.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

2º dia de gravação do clipe

No dia 10 de novembro de 2002, há dez anos, o Grupo Teatral Noigandres e a banda NCV foram para a Torre de TV gravar cenas para o vídeo-clipe da música tema do Dinâmico Erre. Foi um domingo muito bacana, que como os outros dias da gravação, relembro aqui. Mas este ficou mais marcado. Reunimos novamente a banda e o grupo teatral, e foi um dia inteiro de agito, indo do Cruzeiro à Cidade Ocidental.
Moskito e Frajola vieram para minha casa no dia anterior e nos preparamos logo cedo. Ainda passei no terminal para encontrar o pessoal do Noigandres que iria de ônibus. Estava quase todo mundo lá. Fui na frente levando a bateria e o figurino. O pessoal foi chegando, mas ainda faltava gente. E lá fui eu pro Cruzeiro atrás do Ney e do André, que ainda dormiam descaradamente. Quando chegamos, encontramos o cinegrafista e filmamos primeiro a banda tocando no palco da Torre que estava desocupado. Ainda conseguimos um microfone de verdade emprestado. Depois subimos no Mirante para mais cenas. DE volta ao térreo deveríamos ter filmado a cena em que o Dinâmico encontra o anel, mas o pessoal fez uma pausa para o lanche, se dispersou e quando se reuniram novamente me disseram que o cinegrafista recebeu um telefonema e teve que ir embora. A única cena que só podia ser filmada na Torre acabou não sendo feita... Voltamos para o Cruzeiro, e depois fui levar a banda no Valparaíso, e no caso do Guilber, em São Mateus que fica no município da Cidade Ocidental. Foi um realmente dia cheio, mas que ficou na lembrança.

Naquela época eu tinha uma máquina fotográfica digital, dos primeiros modelos, com resolução de apenas 640x480 e sem visor digital. E foi com que ela que este dia memorável foi registrado. Abaixo, o álbum com as fotos daquele domingo de gravação, dez anos atrás.

2º dia de gravação do clipe

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Dez anos da gravação da música

No dia 14 de setembro de 2002, dez anos atrás, fui ao encontro dos componentes da banda NCV, amigos de Valparaíso que conhecera no ano anterior. A tarefa: gravar em estúdio a música tema do Dinâmico Erre que eu compusera anos atrás, e que a banda havia dado a roupagem roqueira que eu queria.
O estúdio chamava-se, coincidentemente, Dynamus Estúdio, e ficava no TaguaCenter. Foi uma tarde inteira para gravar apenas uma música, mas o resultado foi o esperado. Finalmente tínhamos o registro com qualidade da identidade sonora do Dinâmico Erre.


A banda infelizmente não pode vir completa. Por compromissos com trabalho, o vocalista Guilber e o guitarrista Skol não participaram da gravação. Coube ao Frajola gravar tanto a guitarra base quanto a guitarra solo. E o bateirista Moskito foi o encarregado também dos vocais. Sabrina se dedicou ao seu baixo cor de rosa.

Foi meu primeiro trabalho como produtor de um CD. Produtor e compositor da letra. A galera estava muito animada com o trabalho. Tudo feito na base da amizade. Foi uma época muito bacana. Um sonho de criança sendo executado por jovens. Depois cada um seguiu seu caminho, mas o registro estava feito. As imagens não são boas. Foram feitas com uma câmera digital das primeiras lançadas no mercado, e com a menor qualidade possível, mas servem para lembrar aqueles dias.

Valeu amigos. Aquela foi uma realização que ficou para nossa história.

domingo, 26 de agosto de 2012

Cruzeiro: um lugar especial

Envolvido com o lugar onde moro, eu não poderia deixar de registrar os últimos acontecimentos. Gosto de acompanhar os momentos marcantes da comunidade. Tem dias em que isto é mais intenso. O Sábado de ontem foi especial para a mais carioca das cidades do DF. Dia de samba e futebol. A ARUC lançou seu samba-enredo para o próximo carnaval em um almoço na quadra da escola de samba e a equipe do Cruzeiro FC foi campeã brasiliense de futebol júnior vencendo o Gama por 1x0 no Estádio Ninho do Carcará, ao lado da feira permanente. A cidade teve um dia de festa dupla.

Samba 2013 da ARUC é tocado pela primeira vez para o público.

Cruzeiro FC. Campeão Brasiliense de futebol junior 2012.
Há duas semanas tivemos um dia histórico em nossa comunidade também. 11 de agosto foi o dia da eleição para a Prefeitura Comunitária em Defesa do Cruzeiro Novo. Associação de moradores criada em 2009, da qual fiz parte desde a fundação, ela passou pelo seu primeiro processo eleitoral. Hoje, trabalhando na Administração Regional, não pude participar de uma nova diretoria, mas acompanhei de perto o processo, sendo mesário e escrutinador.
Em disputa duas chapas: uma do primeiro prefeito comunitário e ex-administrador regional, outra formada por um grupo de dissidentes da primeira diretoria e moradores que se integraram ao processo a qual apoiei desde o início.
Foi histórico porque era uma eleição voluntária, para uma associação de moradores, o que implica em trabalho sem remuneração, apenas pela vontade de construir algo a favor do local onde se vive. Em um processo eleitoral conturbado, com muitas críticas à maneira como foi conduzido, e que gerava uma grande suspeita de favorecer a Chapa 1, conseguiu-se algo que não ocorria há muito tempo: mobilizou-se a comunidade para defender um ou outro lado como melhor nome para a prefeitura. 
Cruzeirenses vão chegando ao Quadradão para a apuração.
Foi bom para divulgar melhor, afinal muitos confundiam Prefeitura Comunitária com Administração Regional. A primeira é dos moradores e seu papel é de mobilizar e reivindicar. A segunda, onde trabalho atualmente, é a representação oficial do GDF no Cruzeiro.Votaram moradores, proprietários de imóveis, empresários e trabalhadores do Cruzeiro Novo em quatro urnas localizadas em pontos, ao meu ver, mal distribuídos. Às 17 horas encerra-se a votação e nos encaminhamos para o local de apuração no Quadradão. Coube aos quatro presidentes de mesa (eu entre eles) e a comissão eleitoral contar os votos. Sob uma tenda e cercados por moradores e integrantes das duas chapas abrimos as urnas e contamos os votos um a um em cédulas impressas. Na primeira metade a Chapa 1 abriu vantagem com mais de 65% dos votos. Eis que nas duas últimas urnas o resultado foi mudando e em um "sprint" incrível, a Chapa 2 foi recuperando espaço e ultrapassou o adversário. Resultado final: Chapa 2: 430 votos x Chapa 1: 406 votos.
Mesa escrutinadora no Quadradão.
Uma vitória apertada, mas que representou a manutenção da Prefeitura Comunitária como instrumento dos moradores. O risco da instituição virar um palanque político de quem havia sido defenestrado da Administração Regional existiu, mas um verdadeiro esforço coletivo foi capaz de reverter um quadro preocupante. Desejo à nova diretoria da Prefeitura Comunitária em Defesa do Cruzeiro Novo muito sucesso em sua missão.

Este mês de agosto teve grandes momentos. Foram dias agitados, que realçaram nossa identidade com o local. É por isso que sempre digo: É muito bom viver no Cruzeiro!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Oitavas-de-Final: Órion x Rafolândia



Fases agudas do torneio. Orion, em casa, passou pela primeira fase invicta, mas com dificuldades. Foram dois empates, apenas uma boa atuação contra Vulcano, e a ameaça da desclassificação pairando até os instantes finais. Juanito tenta puxar a equipe tal qual Romário em 94, mas dessa vez há o imenso apoio da torcida local. O oponente é uma surpreendente Rafolândia, que eliminou o embalado País Menor em seu grupo e mostrou um futebol correto, com chances de explorar as falhas do escrete orionês e decretar mais uma zebra.

E vai rolar o melão. Frio, neblina, o árbitro Mark Coppinger de OaP certamente é o mais ambientado a tal situação. O começo da partida é estudado. Orion não se deixa levar pela empolgação e a Rafolândia está bem postada nos instantes iniciais. Aos poucos, Orion começa a se soltar. Os Cianos estão muito bem, não erram nenhum passe sequer nos 15 minutos iniciais, não deixam os rafolandeses jogar e começam a pressionar no campo do adversário. Bentevi toca para Germano, que busca opções, há Juanito, ele recebe o passe em profundidade, tem pouco ângulo, ele tenta o impossível e bate rasteiro, Antoker Los corta e vai ser contra mas REFERSONE DEFENDE! Quase Antoker Los joga contra a própria meta! Sorte dele que Refersone estava ligado.


Segue o abafa orionês, Germano recupera a bola na intermediária e lança Tetéu, pegando os rafolandeses no contrapé, Tetéu domina, divide com um defensor, se livra e invade a área, Juanito fecha pelo meio, Tetéu toca, Juanito na bola, PRA FORA!! Incrível! Tirou tinta da trave! Sem desespero, pede Juanito. Refersone bate o tiro de meta, Bentevi ganha no alto, o relógio bate nos 23, Bentevi domina e avança, faz o lançamento, Juanito mata no joelho, tira da defesa, faz a bola correr, vai Juanito, vai Juanito na corrida, é ele Refersone, vai Juanito, vai bater, olha o gol, olha o gol, olha o gol, OLHA O GOOOOOOOOOOL!!!! DE ORION!!!! JUANITO, SEMPRE JUANITO!! Tirando de Refersone, um toque de pura categoria para o gol, Orion sai na frente! É 1 x 0 e a Arena Jolly Roger vai abaixo!

Só dá Orion. 30 minutos, Orunxá avança com a bola, Juanito se desmarca, sai o passe, Juanito está acabando com a defesa da Rafolândia, ele toma a bola, entorta, sai de cara pro gol e Refersone está caído, mas Juanito também se desequilibra e manda pra fora! A Rafolândia é só defesa pelo resto do primeiro tempo. Termina a primeira etapa, 1 x 0, mas poderia ter sido bem mais.

As equipes voltam iguais para o segundo tempo. Recomeça pegado o jogo. Xarilson faz falta violenta e leva o amarelo. O técnico Luka Valdo opta pela substituição, logo Xarilson que vinha sendo o melhor rafolandês do torneio. É falta perigosa para Orion. LeCoeuf cerca, parece que ele irá bater, a posição pela esquerda até permite um chute direto, mas é mais provável que a bola seja cruzada. Empurra-empurra na área, autoriza o árbitro, parte LeCoeuf, bola alçada, Refersone observa, Hugo Nothe sobe e testa com força!! É REDE!! É GOOOOOOOOOOOOOOL DE ORION!! 2 x 0, Hugo Nothe aos 56 minutos de bola, Orion passeia no Jolly Roger!


O treinador Wartzolckt pede para que o time não relaxe, mas há um breve apagão em Orion após o gol. Eles erram alguns passes, algo que ainda não havia acontecido na partida. 62, Juanito perde a bola para Ranelson, ele parte pela ponta, é a primeira jogada de efeito da Rafolândia, vai Ranelson pela ponta e cruza, Orion se desliga, Tuliano sobe sozinho na área e cabeceia baixo, sem chances para Helênio!! GOOOOOOOOOOOL!! GOL DA RAFOLÂNDIA!! 62 minutos e a Rafolândia está viva novamente! Tuliano é o nome dele! Orion pode se complicar?

O susto é o suficiente para que Orion se recomponha. Vamos a 69 minutos, Germano tem a bola, corre pelo meio campo, Tetéu pede próximo à área, Germano lança, Tetéu mata no peito, tira da zaga, a bola espirra, ele divide, tromba, ganha a bola, faz o giro e bate com força no ângulo!! GOL!! GOOOOOOOOOOOL DE ORION!!! É O GOL DA CLASSIFICAÇÃO!! Durou pouco a esperança da Rafolândia, Tetéu faz o terceiro na raça! 3 x 1, a torcida enlouquece e respira aliviada!

Orion domina a partida com maestria. É uma das grandes exibições coletivas da Copa do Mundo até o momento. Germano carimba a trave com um tiro de longa distância aos 83. A Rafolândia tem dificuldades em manter a posse de bola, e o tempo é implacável. Apita Mark Coppinger, Orion está nas quartas de final! E, pela primeira vez, respaldada por uma atuação brilhante no mundial. Juanito é o herói novamente, mas toda a equipe fez grande partida. A Rafolândia passou longe de sua melhor forma, mas sua campanha foi respeitável e há motivo para orgulho. Para a torcida local, nada mais importa até o próximo desafio dos Cianos. A festa é generalizada.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

3ª rodada: Rafolândia x Ilhas Cariri


A briga do grupo era à distância. País Menor versus Rafolândia. Os primeiros tem 3 gols a mais de saldo. Jogam, portanto, por um resultado similar ao dos rivais. A Rafolândia precisa fazer mais do que os menores, para ultrapassá-los. O problema do País Menor é enfrentar Vera Cruz, ainda que classificados e poupando metade do time. A Rafolândia tinha trabalho mais simples contra as Ilhas Cariri.

E temos mais um gol relâmpago na Copa. Tigre! Tiiigre! GOOOOL DO PAÍS MENOR! O juiz dá gol contra de Del Cebador, mas poxe, a jogada e o chute cruzado foi toda do atacante, do ponta direita menor. Tá no placar, de qualquer forma. E é a hora do time se controlar e surfar no placara favorável, correto? Não, pois Iirgo está do outro lado e tem fome. Oportunista, pega rebote em bola parada, e, quase caindo, empata a peleja. GOOOOL DE VERA CRUZ!!! Aos 5 minutos, o jogo  na Arena Jolly Roger promete!

O enredo em Notre Dame não fugiu do previsível. A Rafolândia martelava, jogava soberana diante de Cariri, retrancado, à espera de um contragolpe ou uma chance vinda dos deuses. os rafolandeses trabalhavam bem a bola no meio campo, Xarilson, sem ter de marcar nin guém, virava um meia pelo centro, e o domínio era categórico: o que perturbava os menores lá no outro estádio. E perturbava a ponto do time estar numa má jornada, de fato. Ennairam tinha mais trabalho que Cappobianco, e Vera Cruz era articulada, insinuante, mas, cruelmente, sem pressa, cadenciada ao mesmo tempo. Tudo que o país Menor não queria do jogo, pois ficava com a sensação de não-controle da peleja.

Após os 25 minutos, o duelo esfriou, ficou num hiato de emoções, sem oportunidades. E quem zapeou de canal para assistir a Rafolândia insistir  na mesma tecla contra a entricheiradada seleção de Cariri, se deu bem. Trinta minutos de um time só não serviram de nada, mas aos 31, finalmente, a justiça foi feita. Tuliano abriu a porteira, bonito gol. Logo em seguida, Xarilson bateu cruzado, da meia-lua, rasteirinho, e a bola bateu numa trave para entrar na outra. GOOOOOOL DA RAFOLÂNDIA!!! 2x0, e temos uma novidade na tabela. Entra a Rafolândia, sai País Menor.  São dois gols, de modo que a vitória está quase garantida. País Menor vai precisar trabalhar.

Mas nada consegue antes do in tervalo. Vera Cruz jogou realmente melhor e Ennairam fez uma defesa dificílima aos 42. Gorgios foi quem chutou a queima-roupa. Vera Cruz estava protegida por um confortável saldo de gols, mesmo a derrota magra lhe daria a liderança do grupo. E era essa a esperança menor: pegar um time sem tanta gana, o que compensaria toda a ansiedade de seus atletas.


É nessa toada que começa o segundo tempo: País Menor se precipita, joga com toda a pressa que a realidade lhe exige. E a natureza humana de seus jogadores lhe nega a tranquilidade para o passe final. Espaços aparecem. Os arremates não saem. A dica está dada. É possível e todos viram as boas jogadas trabalhadas. É hora de Kesley, de Ferrari, eles precisam criar mais. Wendell Leonardo é quem mais chama o jogo. Vera Cruz é gelada, concentrada, atua de forma segura. É o jogo de quem está vendo pela TV, agora, novamente. Pois a Rafolândia tem controle absoluto sobre a outra partida.

Quer dizer... Tem gol contra na área, e é de Burnopêz, e é para as Ilhas Cariri!!! GOOOOL! 2x1. Temos um jogo? Temos uma chance de ver Cariri classificar o País Menor e eliminar a Rafolândia? os dois jogo chegam a um momento delicado, sentimental: qualquer gol muda cenários. Cariri acredita, se permite buscar o empate. A Rafolândia segura seus atletas, parece assustada. São 23 minutos de segundo tempo, e Refersone, o goleiro trafolandês, fez defesaça em chute de Fuinha. Aça aça, mesmo. Caramba. Quase que tudo muda. No outro jogo, a verdade é que o futebol do País Menor degringolou. O time erra demais e é tratado com categoria pelo rival. Vera Cruz mostra estilo e postura corretas, joga com categoria, chega ao gol adversário, exige de Ennairam e vai minando aos poucos a esperança do time de leranja. Quando ataca, o País Menor dá de cara com uma defesa bem postada, os olhos atacantes parecem míopes e não enxergam mais espaços.

Está tudo encaminhado ao passo que a Rafolândia retoma o controle do jogo. Futebol é traiçoeiro, um lance muda tudo, um gol menor ou um revés rafolandês alteram e invertem os felizes e tristes entre as duas equipes. Não é o País Menor que consegue algo. O jogo se encaminha para um desfecho simples para Vera Cruz, uma vez que Isak tomou o segundo amarelo, foi expulso e estourou a proposta de seu time.

O jogo dos menores acabou 6 minutos antes dos rafolandeses. Os jogadores ficaram no campo, esperando informações. E elas vinham de todos os lados. O que se dizia era que a Rafolândia estava perto do terceiro, e não de tomar o empate. E foi isso mesmo. Nenhuma bula perigosa alterou os batimentos cardíacos de ninguém. O apito final classificou a Rafolândia, que muito vibrou, e eliminou uma resignada seleção menor. Xarilson foi o melhor em campo nesta última rodada. Se multiplicou, o volante rafolandês.

Teremos Orion x Rafolândia, Vera Cruz x Vulcano, na fase final.


2ª rodada: Rafolândia x Vera Cruz


(Jogo realizado no dia 8 de julho)


Disputando a primeira posição do grupo B, Rafolândia e Vera Cruz se degladiaram no Municipal Orlando Manoverdi nesta noite de domingo. Assim como em dias anteriores, o clima estava estranho, com uma densa neblina sobre a cidade, que, felizmente, não estava baixa o suficiente para afetar a visibilidade dos envolvidos na partida.

O árbitro Alberto Pena inicia a partida, e é Vera Cruz quem primeiro se lança ao ataque. As principais jogadas saem do pé de Iirgo, e é o volante Kentako quem tem mais trabalho para impedir os avanços veracruzenses. Vera Cruz mantém a bola rolando no campo de ataque, mas não consegue ser eficiente graças ao bom posicionamento dos atletas rafolandeses. Vez por ora, a Rafolândia busca seu campo ofensivo, mas as bolas param nos competentes Sollero e Pérez.

São dez minutos jogados, e a bola permanece tempo demais próxima ao centro do campo. Falta objetividade de um lado, falta ousadia do outro, e o jogo começa a ficar monótono. Pouco se faz nos minutos seguintes, e cartões amarelos começam a ser distribuídos, pois o jogo fica mais nervoso. O gol parece ser um sonho distante, para ambas as equipes. E um empate, definitivamente, não é bom para nenhuma das duas seleções.

A primeira chance real do jogo saiu dos pés de Ybarra, que cruzou na área e contou com um desvio de Roufélio contra a própria meta, que quase resultou em gol. A Rafolândia, com Télio Nandes e Tectio também tenta inaugurar o marcador, mas a bola parece determinada a não entrar.

Aos 30 minutos, Bento da Cruz faz passe primoroso para Iirgo, que domina, vai bater....e o bandeira assinala impedimento, para revolta dos torcedores rafolandeses. Os dois times já estavam resignados a ir para o intervalo em desvantagem no placar, quando Iirgo domina, passa para Luís Nunes, que ganha do marcador na corrida, adentra a área, dribla Refersone e marca um belíssimo gol!! É GOL DE VERA CRUZ!!! Luís Nunes é o nome dele!!!

O gol pareceu abalar consideravelmente os rafolandeses, pelo momento em que saiu, deixando o time com uma grande desvantagem para o segundo tempo. E foi o que se viu: Vera Cruz continuou dominando a partida, mas a ineficiência permanecia a mesma, e o placar não se movia. Andreolli tentou uma bicicleta após cruzamento de Del Cebador, mas furou. Pérez colocou uma bola primorosa para Luís Nunes, que recebe o passe na entrada da área, bate e...POR CIMA! Que chance, poderia ter sido o segundo gol!

Como na primeira etapa, pouco se viu de Rafolândia na partida, e Vera Cruz continuou pressionando. Primeiro Ybarra, depois Bento da Cruz, então Olsen e Gwandsznajder, mas o gol não saia. Do outro lado, crescia o nervosismo dos rafolandeses, causado pela derrota parcial por 1 x 0, e mais cartões eram distribuidos.

Aos 64 minutos, Sollero recebe bom passe de Pérez aberto pela direita, faz o cruzamento e quem surge é Iirgo, que cabeceia pro GOOOOL! É GOL DE VERA CRUZ!! Iirgo subiu livre, nenhum zagueiro o acompanhou, e assim foi só colocar pra dentro e correr para o abraço.

Ravanelli decide então recuar o time, e tira Bento da Cruz e Luis Nunes para a entrada do meia Rubens Dias e do zagueiro Frederico Joly. Enquanto isso, o Luka Valdo olha incessantemente para o banco, como se a procurar alguém que não está lá. Ele simplesmente está perdido e não consegue se decidir quem tirar e quando.

Nos 15 minutos finais da partida, é a vez de Del Cebador fazer passes e assistências primorosas. Mas as finalizações são completamente erradas, e Vera Cruz aproveita pouco as oportunidades. Faltando poucos minutos para o fim do jogo, escanteio para Vera Cruz. Gewandsznajder cobra fechado e no centro da área, e Joly acerta um lindo voleio....na TRAVE!! Foi por pouco que não entrou, mas Iirgo está no lugar certo, na hora certa, e manda pro FUNDO DO GOL! É GOL!!! GOL DE VERA CRUZ!!

O três a zero com apenas 4 minutos restantes consolidam a vitória veracruzense, que conquista a primeira posição do grupo parcialmente. Mas ainda há jogo, e Gewandsnajder domina sozinho, e tabela com Rubens Dias, que olha o golerio adiantado e arrisca, soltando um balaço....direto pro GOL!!! GOL DE VERA CRUZ!!

Vera Cruz vence , convence e mostra porque é uma das seleções com maior favoritismo nesta Copa.